domingo, 20 de maio de 2018

ENCONTRO 26º DO BCAÇ 3843

A CCS do BCAÇ 3843, organizou o seu 26º Encontro-Convívio, na vila de Boleiros, ali perto de Fátima, no dia 19 de Maio.

Cerca de 120 pessoas, entre familiares, amigos e antigos combatente, quiseram estar presentes neste evento, que já vinha sendo preparado desde o ano anterior.

Logo pela manhã foram chegando os participantes, que naturalmente se foram cumprimentando efusivamente.

Cada ano que passa é sempre mais um ano de vida que se vai juntar aos que ainda faltam par viver.
Alguns dos camaradas já não se viam desde longa data e outros nem tanto, mas a alegria essa esteve sempre presente.
De enaltecer o facto dos nossos comandantes António Figueiredo e Emídio Vicente nos terem sempre acompanhado nestas iniciativas. 
O padre Augusto Gonçalves capelão do Batalhão, realizou um missa pelos presentes e ausentes na igreja da paróquia.

Como tudo na vida merece ser recompensado, o repasto foi celebrado no restaurante "O TRUÃO", que por "coincidência" ficava defronte da igreja.
Foi um almoço muito bem servido num ambiente de franca camaradagem, por profissionais competentes. A natureza do espaço transportava-nos para épocas bem remotas. Estas são algumas das fotografias captadas durante o encontro.














  




















terça-feira, 8 de maio de 2018

CONVIVIO DA C.CAÇ. 3355

Como anteriormente divulgada, no passado dia 05 de Maio, a 3355 comemorou o 45º aniversário do regresso de Moçambique (01/05/1973). Reunimos no parque termal da Curia e como não podia deixar de ser o leitão estava óptimo (servido no restaurante A Regional).




Estiveram presentes cerca de 100 pessoas, dos quais 38 EX-COMBATENTES.




Foi um excelente dia de camaradagem e convívio e parabéns para todos (participantes e organização).


segunda-feira, 9 de outubro de 2017

MEDALHA COMEMORATIVA DAS CAMPANHAS


Amigos da Guerra do Ultramar.

Talvez não saibam, mas os militares mobilizados para a guerra do Ultramar, têm direito a uma Medalha Comemorativa das Campanhas.

Esta medalha é atribuida pelo chefe do Estado Maior do Exército.

Não é necessário terem feito nenhum acto heroico, basta que tenham lá estado numa das frentes, mesmo que dentro do arame farpado (os aramistas como então se chamavam e onde eu me incluia, felizmente).
Para a obterem basta preencherem o requerimento AQUI, juntarem cópia do cartão de cidadão, colocarem um selo na carta e enviarem  para o endereço que lá consta.

Depois aguardam algum tempo (pode ir até cerca de 1 ano).
Mas por fim, hão-de receber uma carta ou um telefonema normalmente da unidade mais próxima da residência que indicarem no requerimento a dizer que podem por lá passar a levantar a dita medalha.

Estes esclarecimentos  e minuta de requerimento dei-os,    presencialmente,  no último almoço convivio da C.CAÇ 4241 que teve lugar em Abrantes em 30.09.2017  no antigo RI2 a nossa unidade  mobilizadora para Moçambique.
Quando a receberem numa caixinha muito enfeitadinha, guardem-na  lá nas reliquias do vosso baú para a transmitirem aos  filhos e netos, mas entretanto, enquanto por cá andarem,  podem usá-la com pompa e circunstância como eu às vezes faço, com ela no "peito ilustre lusitano", como muito bem disse Camões, que  mandou  calar tudo o que "a musa antiga canta,  porque outro valor mais alto, se alevanta".

Ora toma lá que já almoçaste, aqui tens o fio condutor  para o  apuramento da raça,  em versão  lusitana,  que tal como na alemanha de Hitler,  tem por cá produzido as criaturas honradas que nós tão bem conhecemos.

Ironia à parte, e porque sou o homem dos papeis desde que me conheço,  envio esta informação, porque me parece útil,   para todos os meus endereços de e-mail, não só para os meus camaradas da C.CAÇ 4241,  mas também para todos os de outras unidades, assim como para  os paisanos que possam ter um familiar ou um amigo interessado neste direito que lhe assiste na atribuição da medalha e que não o exerce por não saber.

Passem bem e já agora, como eu ouvia gritar  a um velhote meu vizinho,  lá na minha aldeia,  neste dia comemorativo da  "Rés-Pública",:
VIVA A REPUBLICA.

sábado, 23 de setembro de 2017

A PILHAGEM DE MADEIRA CONTINUA EM MOÇAMBIQUE

Desde que o estado Português saiu de Moçambique, vários foram os abutres que vieram "comer" este país.
É incrível a quantidade de árvores dizimadas.
Por falta de alternativas alguns países desbaratam os seus recursos naturais.

Camiões chineses de madeira em Moçambique, há 1 semana. Árvores de diâmetro muito pequeno (menores). A extinção de muitas espécies de árvores, muito em breve, e...está a acontecer diante dos nossos olhos.
Vídeo tirada 19.07.17. Vanduzi Town. Província de manica. Moçambique.


Este é um instantâneo no tempo de apenas um dia de registros. Todos os dias há cada vez mais.

Por favor, assinem a petição ao ministro do ambiente Moçambique abaixo para nos ajudar a travar este genocídio.
www.change.org/p/celcio-correia-stop-chinese-forest-genocide-in-mozambique-and-angola

A pilhagem de madeira continua em Moçambique
https://oxpeckers.org/2017/01/timber-looting-continues-in-mozambique/

VISITA AO POSTO ADMINISTRATIVO DE CHIPERA

Visita ao Posto Administrativo de Chipera.
13 de Junho, segunda-feira.
Partimos bem cedo em direcção a Chipera, posto administrativo, situado na zona sul do Distrito da Marávia, distante 90 km de Fingoè., acompanhados do catequista Elias Stevene de Fingoè, formado no Centro Catequético do Guiúa. A estrada é boa durante os primeiros quilómetros, até Chibovo, mas daqui até Chipera já se anda com dificuldade. Atravessámos as poucas aldeias existentes no caminho parando em alguma...s para saber da existência de católicos. Nesta região sul a Igreja Católica está ausente, predominando as várias seitas Mazione. Questionadas sobre este assunto, algumas pessoas, entre as quais o chefe da aldeia de Mucasse, referiram que seria interessante que a Igreja Católica marcasse presença pois os Mazione estão muito ligados à tradição do passado e aos espíritos.

Chegamos por volta do meio-dia a Chipera, perto da albufeira do rio Zambeze. A paisagem muda de fisionomia e de cor. É uma zona seca e pedregosa onde predomina a vegetação rasteira e espinhosa e os embondeiros são omnipresentes. O posto administrativo nasceu à volta do importante quartel militar da tropa colonial portuguesa. Aqui, sucessivas unidades militares asseguraram a protecção de retaguarda. das investidas dos militares da Frelimo vindos das bases do norte da Maravia, aos trabalhos da barragem de Cabora Bassa, nomeadamente o BCaç 3843 e outros.
Foi junto ao quartel, cujas estruturas estão abandonadas, que celebrámos a Missa com um grupo de animadores vindos das comunidades ribeirinhas do Zambeze (Finzi, Dirilhe, Mependezi e Ciringa) e que até há algum tempo atrás eram acompanhadas pelos padres da Paróquia do Songo. Em Chipera não existe comunidade católica. Os únicos católicos são alguns professores e outros funcionários públicos oriundos de outras regiões de Moçambique. Com muita simplicidade celebrámos a Eucaristia naquele lugar improvisado. Com os catequistas presentes falou-se da necessidade dos católicos das duas comunidades se empenharem na abertura de uma comunidade católica em Chipera. Os missionários da Consolata prometeram colaborar através de visitas mais prolongadas para contactarem com a população e fazerem assim a proposta evangélica. Regressámos a Fingoé já de noite.