quarta-feira, 3 de agosto de 2011

QUEM É VIVO... SEMPRE APARECE! (1)

Lá diz o ditado português. Este ano tive a agradável surpresa de 40 anos passados falar com dois companheiros de tropa. O Branca do Rosário e o Sardinha da 2758.
Quanto ao Branca do Rosário foi muito engraçado, pois foi através da esposa dele que o contacto foi efectuado. Depois de umas tentativas de pesquisa sobre o BCaç3843, eis que acertam no alvo e dá de caras com o Blog. Imagino a surpresa. Daí a contactarem-me foi um passo. Claro que entrei de imediato em contacto com o Branca do Rosário e estivemos à conversa durante mais de 30 minutos. Está em Évora. Depois dos abraços, ficou a promessa que para o ano irá ao nosso encontro, onde ele fôr.


Quanto ao Sardinha, a situação foi diferente.
Estava eu muito bem repimpado ao sol, deitado na minha toalha azul escura, quando toca o telefone (está sempre ligado). A pessoa do outro lado começou por perguntar se eu tinha estado em Chipera, etc, etc. e se conhecia um tal Sardinha, de que falo num dos posts no Blog.
Claro que depois desta conversa toda fiquei a saber quem era a pessoa. Tratava-se de um ex camarada, que também tinha estado em Chipera e que fazia parta de uma compamhia que nos tinha ido render.
Como ainda está ao serviço e tem possibilidade de localização de pessoas, depressa encontrou o Sardinha.
Após confirmação com o próprio, telefona-me e diz-me que tinha encontrado o Sardinha e se eu queria falar com ele? Foi com enorme alegria que telefonei depois ao meu amigo Sardinha, que está em Lisboa e claro estivémos na conversa, bastante tempo. Ficou no ar um encontro, pois Lisboa é aqui ao lado.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

10 de JUNHO

Portugal é como sabemos um País dado a originalidades e onde não raras vezes, somos confrontados com situações difíceis de explicar pela falta de razoabilidade. Acontece em muitos aspectos da nossa vida como País e também na área "politico-militar". Agora que se aproxima o "10 de Junho" vamos tentar explicar [...] como aqui se chegou.

No período da Guerra do Ultramar, o "10 de Junho" era uma jornada de exaltação patriótica, militares e seus familiares eram homenageados.

No período que antecedeu o 25 de Abril de 1974, a 10 de Junho, mais concretamente a partir de 1963 – dois anos depois do inicio da luta anti-subversiva em Angola –, realizava-se uma cerimónia militar, na Praça do Comércio / Terreiro do Paço, em Lisboa. Foi até 1973 o ponto alto das comemorações do Dia de Camões, de Portugal e da Raça, Feriado Nacional, e ocasião para homenagear os portugueses que combatiam em África. Esta enorme parada militar ficou na memória de muitos uma vez que ali se impunham condecorações por feitos em combate. Às unidades que se haviam distinguido, aos militares de todas as patentes quer aqueles que cumpriam o serviço militar obrigatório quer os dos quadros permanentes e aos familiares daqueles que morrendo no campo de batalha, recebiam as distinções a título póstumo.
Doloroso para uns, motivador para outros, era um dia de exaltação patriótica.
Semelhante aliás ao que a generalidade dos países fazem, não faltando exemplos do reconhecimento público àqueles que combatem pelo seu país e aos seus familiares. Para aqueles que julgam ser isso coisa do passado ou de países atrasados, recorda-se que depois do casamento do neto da Rainha de Inglaterra, em Abril de 2011, a sua mulher, foi colocar o bouquet de flores que havia usado na cerimónia, no túmulo ao Soldado Desconhecido.
Aqueles que morrem em operações ao serviço do seu país, não devem, não podem, ser confundidos com regimes ou simpatias partidárias. Aqueles que caíram no antigo Ultramar Português, bem assim como os que depois de 1991 morreram em países estrangeiros nas novas missões das Forças Armadas Portuguesas, eles e as suas Famílias, de todos, merecem público reconhecimento. Estavam lá em nome de Portugal.


Os feitos em combate na defesa do Ultramar, eram lembrados anualmente.
Cerimónia Militar do 10 de Junho em Lisboa.

Depois de Abril de 1974, a identificação do "10 de Junho" com a guerra em África levou os novos governantes (militares e civis) a cancelar a cerimónia militar, e as comemorações do "Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas" (designação oficial desde 1978), foram "desmilitarizadas". Sendo o 10 de Junho a data da morte de Camões, embora este fosse apelidado de "defensor do colonialismo" por alguns, ainda assim, com a normalização política que se ia verificando, o seu nome foi mantido.
[...]

Miguel Silva Machado mmachado@operacional.pt
07 de Junho de 2011

terça-feira, 7 de junho de 2011

ECCE HOMO

Venho com muito gosto, convidar-vos a visionar uma história de guerra por mim vivida há mais de 40 anos, em Tete, Moçambique, e que ainda está à espera de conhecer um epílogo: procuro um ex-guerrilheiro da Frelimo para lhe dar um abraço e devolver-lhe algo que lhe pertence.
Se gostarem conforme espero, nesse caso peço-vos por favor que divulguem este episódio. Há um conjunto de razões com raízes fundas em mim que me levam a fazer-te este pedido.
Uma dessas razões facilmente a descortinarão através do visionamento do vídeo publicado no Youtube.

Entretanto, permitam-me ainda chamar-vos a atenção para um detalhe relevante da história. Trata-se de uma imagem do referido guerrilheiro que segue em anexo. Eu não costumava levar máquina fotográfica para as operações, mas dessa vez aconteceu. Ainda bem, digo-o agora.



A imagem (para mim) é dolorosa por destapar um dramatismo não ficcionado. Se a tivesse de legendar, escreveria: Ecce homo - Eis o homem a quem devo o rádio e um abraço.
Grato pela vossa atenção, envio-vos um abraço de camaradagem.
Jaime Froufe Andrade.
Telem. 93 93 20 807

NOTICIAS DE MOCUBA

Visita realizada a Mocuba em 21.5.2011
Para os amigos de Mocuba:
Avenida principal com bom aspecto.
Avenida da associação ao ferroviário: Reparada e alcatroada
Associação Recreativa de Mocuba: Inoperacional basicamente.
O Bar e hoje um salão de "beleza".
A piscina (apenas o bar) funciona como discoteca as sextas e sábados. Haja fundos para recuperar o edifício principal e a piscina.
Apenas os campos de jogos não serão recuperados no âmbito deste projecto específico da res-ponsabilidade do executivo camarário.
Casa do Duarte Sacras: alugada a CMC (empresa italiana a recuperar a estrada MOCUBA / NAMPEVO).
Antiga residência do Alcides / Natália: Alugada a um libanês.
Manuel Nunes: O edifício esta dividido. 1 Parte pertence ao Banco Oportunidade e outra está com uma empresa de material de escritório.
O Refeba esta fechado.
O Bar Zambézia e o Barclays Bank.
O São Cristóvão continua a ser o que era mantendo exactamente o mesmo Layout.
Preserva o balcão e as ventoinhas de tecto do tempo do Liberato.
O Bar Mira esta fechado.
A Madal e agora a PEP (vende roupa em segunda mão).
A minha oficina e agora um mini centro comercial em fase de acabamento ainda.
O antigo barbeiro na Av. principal e a futura residência do responsável do INSS.
A zona do ferroviário (clube) e dominada por um mercado de rua.
A maioria das casas da avenida principal mantém um aspecto de conservação satisfatório.
Curiosamente as piores são na minha opinião exactamente a minha (ex) e a do padre Vitorino.
Existe uma ligação nova para o Lugela. Uma nova ponte. Com portagem.
O Sacras (serração) e dominado por um intenso mercado de rua.
A pensão Cruzeiro continua a ser o ponto de encontro habitual.
A Farmácia do Sr. Correia esta envelhecida. Muito.
As ruas paralelas a Av. principal e do lado direito de quem desce a Cidade estão a ser reparadas, estando previsto o (re) alcatroamento da avenida que vai das traseiras da escola Serpa Pinto ao estabelecimento e casa do Pereira Martins.
A Enfermeira Juliana esta ainda viva.
O Enfermeiro Jamilo tem 89 anos. Envia um forte e saudoso abraço a todos os Mocubenses par-ticularmente as pessoas próximas da sua geração.
O embaixador de Mocuba e hoje o Jaime XIMINBA.
Dirige uma serração que opera nas antigas instalações da Auto Mocuba (próximo da casa do barroco).
A entrada de Mocuba o Sr. Silva (ex residente no Gurue) constrói actualmente um resort.
A antiga padaria do justo e hoje uma Guest House.
O BNU e hoje o MILLENNIUM BIM.
Na esquina da Av. principal (frente ao Cruzeiro) esta a ser construido um predio de 2 andares.
Mais abaixo e na esquina da rua das agencias Mundiais esta a ser construída uma residencial com 2 andares.
A Rua da Junta Autónoma esta reparada.
O Colégio Amor de Deus tem um aspecto bom no exterior.
No posto Agrícola existe um instituto superior agrário. Bem dimensionado.
O antigo Hotel Mocuba esta a repintado. O Roxo e a cor dominante. Será uma loja de pecas auto.
Terminei esta pequena visita com o almoço num novo restaurante em frente a Associação. Este pequeno restaurante e da ANA DAMAS que tem agora 54 anos e partilhou o Colégio Amor de Deus com muitos Mocubenses da minha geração.
Eu escolhi um franco a cafreal muito bem "alcatroado" assado. Excessivamente assado, por vontade própria.
O Ximinba, comeu um Pembe (peixe do Licungo) e mamou 2 Medias 2 M. Bem geladas.
Esta minha visita teve a duração de 3 horas apenas. A Estrada Quelimane / Mocuba esta boa.
Um abraço
(Joca Simões - naturais e ex-residentes de Mocuba)

domingo, 5 de junho de 2011

ENCONTRO 18º DO BCAÇ 3843

Para os menos atentos, poder-se-ia pensar que o Encontro deste ano iria ser igual ao de anos anteriores, mas não. Tal não aconteceu e como estava previsto a participação este ano foi muito boa. Aos poucos vamos tendo a capacidade de conseguir trazer mais elementos para o ceio da família do BCaç3843. Deixo aqui estas fotos representativas do momento de confraternização, em que todos se preparavam para degostar os seus deliciosos farnéis.

 A foto de baixo indica o momento solene da Eucaristia, em que o nosso Capelão padre Gonçalves, celebrava uma missa em memória dos ausentes e presentes.
 
Na sua omilia o padre Gonçalves salientou o facto de alguns camaradas não poderem ter estado presentos por motivos de força maior. Um dos camaradas que eu esperava encontrar este ano, era o meu companheiro de quarto Artur Duro, mas infelizmente a esposa dele tinha falecido. Ao Duro desejo do fundo do coração que consiga ultrapassar esta fase menos boa da vida, de modo a que para o ano nos voltemos a encontrar. Eu sei bem quanto o Duro gostava da sua companheira.
 Aqui, um momento muito especial, em que o nosso Comandante Figueiredo, junto ao vitral a S.António, meditava e agradecia por nos ter sempre guiado pelo melhor caminho.

Depois, como não podia deixar de ser passámos à fase seguinte, a da degostação dos farnéis.
(para ver maior clicar sobre as fotos)
Nesta foto podemos ver a satisfação do Almendra, ao lado do seu bólide! Em conversa confidenciou-me que tem percorrido o País, indo a encontros, onde se juntam velhas relíquias de quatro rodas, claro.
Momento em que o nosso Comandante Figueiredo discursava, relatando mais um dos episódios da guerra. A emoção pairou por momentos sobre todos nós e houve mesmo quem se tivesse emocionado um pouco mais.
Depois foi a mensagem de despedida e o adeus, até ao próximo encontro.
Para terminar o BCaç 3843, agradece a participação de todos, na recolha dos bens alimentares, que foram entregues à Paróquia de Marrazes, através do nosso capelão, padre Gonçalves. Lá estaremos, enquanto tivermos força e ânimo para seguir em frente.
Até para o ano!

domingo, 8 de maio de 2011

ALTERAÇÃO LOCAL ENCONTRO 4-JUNHO-2011

ÚLTIMA HORA

Por motivos de ordem logistica, a Concentração para o Encontro de 04 de Junho de 2011, do B. Caç. 3843 CCS irá ser feita na QUINTA DA MATINHA em Marrazes, no mesmo local onde se realizaram em anos anteriores outras concentrações do BCaç 3843.

(clicar em cima da imagem para ver maior)

Esta alteração de local é mais vantajosa para todos nós devido ao facto de serem instalações mais cómodas e devidamente equipadas com instalações sanitárias, possibilitando também que o nosso convivio possa durar mais tempo.

Assim em vez dos ex-camaradas e suas familias se dirigirem à Igreja Paroquial de Marrazes, devem incidir a sua direcção para a Quinta da Matinha, onde estaremos todos esperando por vós.

Para os mais distraídos, juntamos um pequeno extrato do mapa com o percurso e a localização das instalações. Basta seguir o traçado e pronto, é muito perto do anterior local. BOA VIAGEM a todos e até breve.

A NÃO ESQUECER:
Aos ex-Combatentes que quiserem e puderem apoiar a Obra Social da Paróquia, com a doação de géneros alimentares (tal como se faz com o Banco Alimentar Contra a Fome), o nosso Capelão Padre Augusto Gonçalves, agradece.

FAZEM MUITA FALTA: Leite, achocolatados, açúcar, óleo, arroz, massas, feijão, grão, frutas de conservação longa, conservas de carnes tipo salsichas, conservas de peixe, conservas de legumes tipo ervilhas, conservas de frutas, chouriço, linguiças e outros bens alimentares.

NÃO FAZEM FALTA: Brinquedos, Roupas e Livros, pois a Obra Social tem uma pequena Biblioteca e tem havido doações de Roupas e Brinquedos.

domingo, 24 de abril de 2011

CHIPERA AINDA NA MEMÓRIA...

Do nosso companheiro Afonso Gil (da CCaç 2758) que esteve connosco em Chipera, recebi a fotos que a seguir publico. Certamente que alguns de vós se recordam deste "Famoso" companheiro, pois a nossa "amiga" Frelimo chegou a ter a cabeça dele a prémio, como alguns devem estar recordados. As fotos documentam alguns momentos marcantes do quotidiano de Chipera.
O Martins (fur) e o Gil. O de rádio na mão não sei quem era.
Batelão de Chicoa
A forte ligação entre os elementos do BCaç 3843 e a CCaç 2758 era notória nas muitas jantaradas que se faziam, sempre a pretexto de qualquer coisa. O importante de facto era a convivência e os fados do nosso amigo Tudela. Nesta foto recordo em cima da esq para a dta, o Afonso Gil, ?, Tudela, ?, ?, Eu. Em baixo o Jesus Matias e o meu grande amigo Sardinha, que nunca mais vi desde a sua saída de Chipera.
Uma das muitas ocasiões de festa domingueira. Uma batucada bem ritmada era sempre um bom pretexto para convivência salutar entre a população residente.
Quem não se lembra do majestoso embondeiro, onde tantas vezes da sua sombra desfrutámos, pelos inúmeros passeios em Chipera.