Os Caminhos da Memória
Existem laços que o tempo, por mais longo que seja, não consegue desatar. Esta imagem, captada com a ternura de quem sabe o valor de cada momento, é o retrato vivo de uma irmandade que nasceu algures entre 1971 e 1973, sob o sol das Províncias Ultramarinas.
Três homens, três vidas, uma única história partilhada. Ao olharmos para eles, não vemos apenas o peso dos anos ou as marcas de uma juventude vivida intensamente em tempo de guerra; vemos a pureza de um reencontro que desafia o calendário.
Regressaram em 1973, mas, na verdade, nunca deixaram de caminhar juntos.
A lealdade que demonstram ao manter vivo o espírito do Batalhão de Caçadores 3843 em cada encontro anual é o tributo mais bonito que poderiam prestar àqueles anos de juventude.
Sentados assim, a partilhar o presente enquanto evocam o passado, eles recordam-nos que a amizade, quando forjada na fraternidade das armas e no calor de desafios extremos, não se apaga com a idade — torna-se, pelo contrário, o nosso refúgio mais seguro.
São, acima de tudo, o testemunho vivo de que, por muito que o mundo mude, o coração de um camarada permanece fiel ao lugar onde deixou os seus melhores amigos.
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