segunda-feira, 30 de março de 2026

PÁGINAS DA GUERRA

Um poema do nosso camarada António Fidalgo, que nos deixa melancólicos e pensativos.

São (como ele diz, "páginas da guerra" que jamais serão esquecidas.

A foto é uma representação de Chiringa nos anos de 1971-1972, numa outra visão.

Fiquem bem e um abraço a todos.


Passamos pelo Ultramar

Partimos da nossa terra

Milhares vieram a tombar

São as páginas da guerra

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Nossa mocidade adiada

Desgostos vários sentidos

A história ficou enviesada

Adorados amigos perdidos

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Vivemos medos conflitos

Naquele inferno violento

Tantos esforços destruídos

A quem serviu tal sofrimento

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Depois da triste aventura

Qual antro de perdição

Gerou-se nova conjuntura

Tudo em nome da Nação

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Os combatentes traídos

Depois de tanta aplicação

Pelos políticos esquecidos

Em cada qual um irmão

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Jovens destemidos valentes

Por cá as persistentes dores

Seremos eternos combatentes

Vivendo com nossos temores

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Muitos porém nos deixaram

A vida seguiu seu curso

Com eles suas dores levaram

Cada qual com seu percurso

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Em nós permanece um laço

Ficou um registo permanente

A todos vós um grande abraço

A guerra em cada dia presente

EM 26/03/2026 Antonio Fidalgo

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