sábado, 29 de março de 2025

NA GUERRA TAMBÉM SE CANTAVA

NA GUERRA TAMBÉM SE CANTAVA
de O XICO CAEIRO.

Recorde com saudade

Tanta canção trauteada

Esquecíamos a maldade

Que nos estava reservada

Jovens queridos amados

No peito surgia o desalento

Quantas vezes mal tratados

Sujeitos a duro regulamento

Foram tempos amargurados

O que a história nos reservou

Sentimos que fomos usados

Guerra triste nos atormentou

Quantas vezes mal comidos

Tantas maldades sentidas

Tal como zumbos esquecidos

Noites escuras mal dormidas

Remávamos contra a maré

A nossa juventude desandava

Cada qual com a sua fé

A comissão pouco avançava

O Xico.Caeiro era condutor

A sua bonita viola dedilhava

Surgia sempre algum cantor

Uma canção interpretava

A música de intervenção

Por imensos era trauteada

Era simples manifestação

Contra o que nos rodeava

A música foi nossa aliada

Lá bem longe na escuridão

Tanta canção recordada

Durante a nossa comissão

Surgiu uma forte amizade

Entre jovens desterrados

Golpe de asa ou felicidade

Estes os tempos lá passados

O Caeiro foi um condutor

Por tantos foi acarinhado

Hoje em dia é um senhor

Que merece ser recordado



EM 28/03/2025 António Fidalgo

Para o Francisco Caeiro e seus familiares envio um sentido abraço. Obrigado pelas horas passadas contigo na guerra. A TODOS um abraço do António Fidalgo.

O Francisco Caeiro com a sua grande amiga na guerra, a sua querida viola, que colocou muita gente a sonhar.

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