NA GUERRA TAMBÉM SE CANTAVA
de O XICO CAEIRO.
Recorde com saudade
Tanta canção trauteada
Esquecíamos a maldade
Que nos estava reservada
Jovens queridos amados
No peito surgia o desalento
Quantas vezes mal tratados
Sujeitos a duro regulamento
Foram tempos amargurados
O que a história nos reservou
Sentimos que fomos usados
Guerra triste nos atormentou
Quantas vezes mal comidos
Tantas maldades sentidas
Tal como zumbos esquecidos
Noites escuras mal dormidas
Remávamos contra a maré
A nossa juventude desandava
Cada qual com a sua fé
A comissão pouco avançava
O Xico.Caeiro era condutor
A sua bonita viola dedilhava
Surgia sempre algum cantor
Uma canção interpretava
A música de intervenção
Por imensos era trauteada
Era simples manifestação
Contra o que nos rodeava
A música foi nossa aliada
Lá bem longe na escuridão
Tanta canção recordada
Durante a nossa comissão
Surgiu uma forte amizade
Entre jovens desterrados
Golpe de asa ou felicidade
Estes os tempos lá passados
O Caeiro foi um condutor
Por tantos foi acarinhado
Hoje em dia é um senhor
Que merece ser recordado
EM 28/03/2025 António Fidalgo
Para o Francisco Caeiro e seus familiares envio um sentido abraço. Obrigado pelas horas passadas contigo na guerra. A TODOS um abraço do António Fidalgo.
O Francisco Caeiro com a sua grande amiga na guerra, a sua querida viola, que colocou muita gente a sonhar.
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