terça-feira, 10 de novembro de 2009

Companhia Caç 3357

Sim!
Vive a CCaç 3357 e aliás com grande sentido de camaradagem, dentro de um acampamento designado pelo nome de CHIRINGA.
Está cercado de morros por todos os lados ou não fosse um acampamento com uma meia dúzia de casernas branquinhas e que ao explendor da lua faz lembrar toda a nossa linda Metrópole.
E vamos vivendo no acampamento!
Mais além dezenas de cabanas de gente de outra côr mas que para mim e meus camaradas são vizinhos tal como os da Metrópole. Todo o acampamento indígena tem algo tão selvagem, tão rude que ao penetrar no capim temos vontade de chorar, porque a todo o momento lembramos os nossos lares muito superiores, por pobres que sejam.
Mas lutando porque para isso o nosso espírito de sacrifício nos empurra.
Valentes? Não sei...
Heróis? Talvez...
Só sei que caminhamos e para nós não existem obstáculos, existe sim o nosso pensamento na missão cumprida.
Picadas ou trilhos, que na nossa simples imaginação não cabiam, mas que infelizmente são verdadeiros. E lá vamos carregados com a arma, o cantil, as cartucheiras e o bornal com o pensamento de que iremos sobreviver para voltarmos para os nossos entes queridos que nos aguardam com tal ânsia como a que sentimos nas horas de perigo.
Voltaremos?
Sim.
(este texto foi escrito por António dos Santos Silva. 1º cabo AP Met)

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