terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Coisas que nunca mais se esquecem.

Olá, amigo Pessa
Estas imagens revelam bem a dureza daquela vida e a resistência física e psicológica que muitas vezes era necessária para a enfrentar.
Não fiquei naquela maldita guerra ( que muitos querem branquear) por um triz. Um dia, depois de um forte tiroteio na picada, perto do aldeamento da Chiboia, tive de pedir ajuda ao enfermeiro porque o sangue que me corria da cabeça era muito. Meu Furriel, disse-me ele, foi uma bala que o atingiu de raspão e lhe queimou uma parte do couro cabeludo. Lá veio o helicóptero e lá fui mais uma vez parar ao hospital de Tete. Enfim, coisas que nunca mais esquecem.
Um abraço
Afonso Gil
Cenas da guerra:
http://www.ina.fr/playlist/sport/ma-premiere-selection.248492.CAF89037680.non.fr.html#containerVideo

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